5 de julho de 2011

Google+, mais uma ousada promessa

Depois do fracasso retumbante do Google Wave, projeto descontinuado porque apesar do forte propósito nunca vingou entre os usuários, e principalmente depois do sucesso fabuloso de outros projetos, como a plataforma Android, que rapidamente se tornou uma gigante no meio dos dispositivos móveis, o Google resolveu apostar suas fichas e cifras bilionárias em um projeto promissor. Um projeto que ousa trazer várias inovações além de agregar tudo que de melhor existe entre as redes sociais de sucesso atualmente e tudo de bom que havia em projetos não tão bem sucedidos, como o próprio Google Wave. O Google+ (ou Google Plus) chega de surpresa e lança a pergunta: será que o burburinho que ele vem causando vai perdurar e consolidar? Vamos dar uma olhada nos principais recursos e ver o que pode dar.


O objetivo do Google+ é reunir tudo que gira em torno da sua vida. Amigos, informações, compartilhamento. Essa parece ser a tríade do Google+ e organizar a forma como isso tudo interage e nos provê em conteúdo e experiência é tudo que procuramos e precisamos.


Essas três coisas que preenchem nossas vidas e dia-a-dia são compiladas em novos serviços básicos que o Google+ procura dar: melhor compartilhamento de mídia (imagem e vídeo), organização de contatos baseado em interesses comuns, oferecimento dinâmico e eficaz de leitura.

Círculos
Quase o tempo todo estamos compartilhando conteúdo. Isso é o que nos prende tanto à internet. Naturalmente, compartilhamos coisas diferentes com pessoas de nossos círculos diferentes. Assim, o serviço Círculos promete facilitar as coisas na hora de trocar fotos com o pessoal que curtimos no último fim de semana, ou artigos de pesquisa com nossos parceiros de faculdade, as primeiras peripécias do bebê da casa com o resto da família e, enfim, as demais coisas de menor importância com o chefe. (sic)

Sparks
A avalanche de informação toma conta da nossa vida. Seja o casamento da princesa de um reinado tão tão distante, seja a insurgência popular dos povos muçulmanos naquilo que futuramente talvez chamaremos de primavera árabe, o tempo todo estamos atrás de conteúdo (ou o conteúdo parece estar atrás de nós - que gay!). O Sparks procura sempre te fornecer conteúdo pra ver, ouvir ou assistir, conforme aquilo que for detectado como de seu interesse. Informação rápida nunca faltará. (e assim ficamos mais e mais informados com tanto volume e desinformados com tanta superficialidade).

Hangouts
Essa função basicamente viabiliza uma experiência no bate-papo com amigos e com grupos de amigos mais interativa. Integrado com o Google Talk, o Hangouts permite a realização de videoconferências com várias pessoas ao mesmo tempo, além de uma incorporação do YouTube, onde vários amigos podem conversar a respeito de um vídeo que esteja sendo exibido a todos ao mesmo tempo.

Mobilidade
Outro ponto forte que o Google Plus vem trazer é o leque de funções para dispositivos móveis, obviamente, com toda ênfase a quem já possuir um smartphone ou tablet com sistema operacional Android. Uma ferramenta de bate-papo móvel, o Huddle, possibilitará reunir facilmente um grupo de pessoas em um chat. Com o Instant Upload, compartilhar fotos de maneira imediata já não será a complicação que ainda é hoje, pois assim que o usuário tirar sua foto, essa mídia já estará na web, sem precisar acionar nenhum comando adicional. Facilitando ainda mais, esse serviço trabalha em conjunto com álbuns de foto do usuário da internet, hospedados no Picasa Web.


Em suma, o Google Plus parece sem dúvida trazer mais uma boa proposta, como sempre o Google faz. O entrave é que apenas uma boa proposta não faz um produto ter sucesso - o Google Wave é prova disso. A recepção dos usuários é crucial nesse processo. Aliás, tudo indica que o Google Wave serviu justamente para o Google repensar alguns valores e oferecer em um serviço novo aquilo que faltou no Wave.

Me parece que a intenção do Google Plus é tornar a vida do usuário mais simples, ao mesmo tempo que lhe dá novas capacidades na palma da mão. Mas é difícil inovar em leque de funcionalidades e ainda assim ampliar a facilidade. E a chave pra isso é exatamente condensar e convergir serviços em uma mesma plataforma. Na vida corrida que cada vez mais levamos, isso parece mais e mais fundamental.

Aposto que vai dar certo. Com os consumidores correndo cada vez mais atrás de dispositivos Android, não vai ser difícil para o Google fazê-los aderir a esse novo serviço. Principalmente se cumprir tudo o que promete.

encéfalo

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