Apresentei na postagem passada algumas impressões sobre o Test Drive Unlimited 2. Escrevi sobre os gráficos, os carros e a jogabilidade. Agora tá na hora de tratar a respeito do cenário, grande trunfo do primeiro Test Drive Unlimited, do multiplayer, que também foi muito aclamado no primeiro jogo, dois níveis de experiência do piloto na carreira individual, e também de alguns defeitos que eu senti nesse TDU2. AH! Também tem o gameplay que eu gravei.
O cenário de TDU 1 era a montanhosa e praiana ilha O'ahu, no Havaí, onde fica a capital, Honolulu. Dessa vez, o palco das corridas é a ilha de Ibiza. A diferença entre os dois jogos está nas dimensões. O'ahu tinha cerca de 1500km de estradas. Já Ibiza traz mais de 3000km. E outra: no meio do jogo, é possível ir ao aeroporto e pagar uma passagem para O'ahu, a mesma ilha do primeiro jogo! Ao todo, são quase 5000 quilômetros de asfalto e terra que não acabam mais. Quem, como eu, percorreu milhas e milhas por horas e horas a ilha havaiana no primeiro jogo, vai poder testar sua memória e ver se reconhece alguns pontos. Reconheci vários(será que sou viciado?), principalmente os túneis encravados nas montanhas e aqueles sobes e desces e curvas que eram infernais de conseguir se manter na pista a 200km/h.
Nessa imensidão de cenário é que vem a cereja do bolo. O Test Drive Unlimited 2 manteve o modo multiplayer semelhante ao título antecessor, caracterizando-se como um M.O.O.R. (Massively Open Online Racing) onde o jogador dirige pelas extensas estradas e cruza com jogadores que ao redor do mundo estão fazendo o mesmo, podendo desafiá-los, aceitar desafios dos outros, entrar em campeonatos, tudo em tempo real.
Como nem tudo são flores, o grande pecado do TDU2 está na exploração demasiada dos aspectos que vão além do jogo de corrida. Além de comprar inúmeros carros e imóveis (desde trailers maltrapilhos a mansões na beira do mar), agora também é possível comprar roupas e decorar as suas casas. TDU2 parece tentar transformar a experiência do MOOR em uma espécie de Second Life para aspirantes a playboys. Não tenho nada contra, mas acho que perderam a mão ao exagerar nesse quesito e implementar um sistema de navegação (quando se está fora do carro) extremamente ineficiente, tornando muito enfadonho andar pela casa, lojas de carros e demais lugares onde se transita a pé. E não se pode ignorar comprar roupas e decorar a casa, porque:
Como todo jogo de corrida ultimamente, o jogador vai galgando vários níveis de experiência como piloto até atingir o topo e zerar o jogo. Em TDU2 esse nível de experiência no jogo é determinado em quatro categorias: Competição, Social, Exploração e Coleção.
O nível Competição é óbvio: ganhas campeonatos, cresces de nível. O nível Social depende de comprares roupas, imóveis e incrementar na decoração(hmmm boiola). O nível Exploração também é meio óbvio: quanto mais dirigires por aí, conhecendo novas ruas ao longo dos mais de 4,5 mil quilômetros, mais cresces neste nível. E por último, o nível Coleção depende de dirigir pelas ruas tirando fotos em determinados lugares, dar caronas nas missões paralelas e também encontrar "carros raros" abandonados e enferrujados à beira da estrada. O conjunto dessas quatro categorias resulta no teu Nível Global.
Ou seja, podes até não te dedicar muito decorando o teu apê ou a tua casa de praia, podes andar roto com quase as mesmas peças de roupa o jogo inteiro, mas não podes negligenciar isso totalmente.
Mais um detalhe negativo que eu achei bastante preponderante diz respeito à experiência de jogabilidade, envolvendo efeitos visuais do jogo. Quando falei sobre DiRT 2 e até mesmo sobre Need For Speed: Shift, lembro de ter ressaltado nesses dois jogos uma característica que me chamou muito a atenção e que nunca tinha visto antes em jogos de corrida: o primor na sensação de velocidade e principalmente a sensação na desaceleração em batidas fortes. Nesses dois jogos, os caras se deram ao trabalho de bolar uma forma bem elaborada de efeitos visuais e sonoros quando o piloto dá de cara num obstáculo e sua velocidade vai de 200 a 0 km/h em meio segundo. Em DiRT 2 eu até sentia no início uma sensação estranha como se o meu corpo realmente tivesse sofrido essa desaceleração brusca, mas depois acostumei.
Pois bem, experimentando esses efeitos seguidamente em DiRT 2 e NFS Shift, senti claramente essa falta em TDU2. Simplesmente porque as batidas e desacelerações bruscas não ganharam nenhum tipo de efeito visual e sonoro que tente reproduzir essa sensação ruim que o nosso corpo tem. A imagem não turva, não treme, não faz nada. O carro tá a 250km/h, dá de cara no poste, para completamente e só. Não parece que eu esteja em um jogo de corrida dos mais atuais. Em NFS Shift saia até o som do piloto fazendo "URGH!" como se levasse uma porrada mesmo, a imagem ficava toda turva etc. Um pecado pra TDU2.
Feitas todas as colocações, rasgações de seda e ressalvas, aí vai o gameplay de Test Drive Unlimited 2 que eu gravei:
- Comprando uma casa
- Tirando foto de paisagem
- Navegando pelo GPS
- Correndo na modalidade de "Radar"
Vê como é escroto e enfadonho andar (fora do carro) no jogo.
Também tem uns detalhes que são bacanas e que dá pra ver no vídeo. Um deles é o "plin" que aparece no alto da tela, quando se tira fino dos outros carros, ou se dá saltos, ou se faz derrapagens. Esse plin, se for feito sem bater, vai acumulando progressivamente um dinheiro, que podes resgatar e colocar direto na tua conta. Difícil ganhar dinheiro nesse jogo, não? Se a vida real fosse assim, o que teria de nego se arriscando (mais ainda) por aí, hein?
Outro detalhe é o "Traffic Violation". Test Drive Unlimited 2 traz os "homes da lei". Ou seja, se fizeres "cagada" no trânsito na frente de um carro da polícia (ou pior, se bateres no carro da polícia!), vai acumulando uma barra que se chegar no limite, ah mermão, vais te arrepender de ter feito gracinha na frente dos caras! Simplesmente vai brotar carro envenenado da polícia de tudo que é canto, pra te prender, depois vem helicóptero que fica praticamente impossível fugir. Se te pegarem, vão te cobrar por todas as multas. Se conseguires a proeza de fugir, beleza! Fingem depois que nada aconteceu. Mas se te pegarem mais uma vez, já em outra perseguição, vão te cobrar tudo que deves! Mas como é "mega difícil" ganhar dinheiro nesse jogo, não ficas de bolso vazio.
Enfim, Test Drive Unlimited 2 é um jogo que eu recomendo para quem curte jogos de corrida e especialmente recomendo muito pra quem ficou fã do primeiro Test Drive Unlimited. Dirigir dessa vez em Ibiza e também no Havaí, e agora anoitecendo e chovendo, vale a pena pra quem já curtiu o TDU1. Já pra quem se acha "fã de verdade, mais do que os outros" de jogos de corrida e que exige que tudo seja perfeito, ou para quem não tem tanta gana por jogos de corrida, TDU2 pode ser dispensável.

O cenário de TDU 1 era a montanhosa e praiana ilha O'ahu, no Havaí, onde fica a capital, Honolulu. Dessa vez, o palco das corridas é a ilha de Ibiza. A diferença entre os dois jogos está nas dimensões. O'ahu tinha cerca de 1500km de estradas. Já Ibiza traz mais de 3000km. E outra: no meio do jogo, é possível ir ao aeroporto e pagar uma passagem para O'ahu, a mesma ilha do primeiro jogo! Ao todo, são quase 5000 quilômetros de asfalto e terra que não acabam mais. Quem, como eu, percorreu milhas e milhas por horas e horas a ilha havaiana no primeiro jogo, vai poder testar sua memória e ver se reconhece alguns pontos. Reconheci vários
Nessa imensidão de cenário é que vem a cereja do bolo. O Test Drive Unlimited 2 manteve o modo multiplayer semelhante ao título antecessor, caracterizando-se como um M.O.O.R. (Massively Open Online Racing) onde o jogador dirige pelas extensas estradas e cruza com jogadores que ao redor do mundo estão fazendo o mesmo, podendo desafiá-los, aceitar desafios dos outros, entrar em campeonatos, tudo em tempo real.
Como nem tudo são flores, o grande pecado do TDU2 está na exploração demasiada dos aspectos que vão além do jogo de corrida. Além de comprar inúmeros carros e imóveis (desde trailers maltrapilhos a mansões na beira do mar), agora também é possível comprar roupas e decorar as suas casas. TDU2 parece tentar transformar a experiência do MOOR em uma espécie de Second Life para aspirantes a playboys. Não tenho nada contra, mas acho que perderam a mão ao exagerar nesse quesito e implementar um sistema de navegação (quando se está fora do carro) extremamente ineficiente, tornando muito enfadonho andar pela casa, lojas de carros e demais lugares onde se transita a pé. E não se pode ignorar comprar roupas e decorar a casa, porque:
Como todo jogo de corrida ultimamente, o jogador vai galgando vários níveis de experiência como piloto até atingir o topo e zerar o jogo. Em TDU2 esse nível de experiência no jogo é determinado em quatro categorias: Competição, Social, Exploração e Coleção.
O nível Competição é óbvio: ganhas campeonatos, cresces de nível. O nível Social depende de comprares roupas, imóveis e incrementar na decoração
Ou seja, podes até não te dedicar muito decorando o teu apê ou a tua casa de praia, podes andar roto com quase as mesmas peças de roupa o jogo inteiro, mas não podes negligenciar isso totalmente.
Mais um detalhe negativo que eu achei bastante preponderante diz respeito à experiência de jogabilidade, envolvendo efeitos visuais do jogo. Quando falei sobre DiRT 2 e até mesmo sobre Need For Speed: Shift, lembro de ter ressaltado nesses dois jogos uma característica que me chamou muito a atenção e que nunca tinha visto antes em jogos de corrida: o primor na sensação de velocidade e principalmente a sensação na desaceleração em batidas fortes. Nesses dois jogos, os caras se deram ao trabalho de bolar uma forma bem elaborada de efeitos visuais e sonoros quando o piloto dá de cara num obstáculo e sua velocidade vai de 200 a 0 km/h em meio segundo. Em DiRT 2 eu até sentia no início uma sensação estranha como se o meu corpo realmente tivesse sofrido essa desaceleração brusca, mas depois acostumei.
Pois bem, experimentando esses efeitos seguidamente em DiRT 2 e NFS Shift, senti claramente essa falta em TDU2. Simplesmente porque as batidas e desacelerações bruscas não ganharam nenhum tipo de efeito visual e sonoro que tente reproduzir essa sensação ruim que o nosso corpo tem. A imagem não turva, não treme, não faz nada. O carro tá a 250km/h, dá de cara no poste, para completamente e só. Não parece que eu esteja em um jogo de corrida dos mais atuais. Em NFS Shift saia até o som do piloto fazendo "URGH!" como se levasse uma porrada mesmo, a imagem ficava toda turva etc. Um pecado pra TDU2.
Feitas todas as colocações, rasgações de seda e ressalvas, aí vai o gameplay de Test Drive Unlimited 2 que eu gravei:
- Comprando uma casa
- Tirando foto de paisagem
- Navegando pelo GPS
- Correndo na modalidade de "Radar"
Também tem uns detalhes que são bacanas e que dá pra ver no vídeo. Um deles é o "plin" que aparece no alto da tela, quando se tira fino dos outros carros, ou se dá saltos, ou se faz derrapagens. Esse plin, se for feito sem bater, vai acumulando progressivamente um dinheiro, que podes resgatar e colocar direto na tua conta. Difícil ganhar dinheiro nesse jogo, não? Se a vida real fosse assim, o que teria de nego se arriscando (mais ainda) por aí, hein?
Outro detalhe é o "Traffic Violation". Test Drive Unlimited 2 traz os "homes da lei". Ou seja, se fizeres "cagada" no trânsito na frente de um carro da polícia (ou pior, se bateres no carro da polícia!), vai acumulando uma barra que se chegar no limite, ah mermão, vais te arrepender de ter feito gracinha na frente dos caras! Simplesmente vai brotar carro envenenado da polícia de tudo que é canto, pra te prender, depois vem helicóptero que fica praticamente impossível fugir. Se te pegarem, vão te cobrar por todas as multas. Se conseguires a proeza de fugir, beleza! Fingem depois que nada aconteceu. Mas se te pegarem mais uma vez, já em outra perseguição, vão te cobrar tudo que deves! Mas como é "mega difícil" ganhar dinheiro nesse jogo, não ficas de bolso vazio.
Enfim, Test Drive Unlimited 2 é um jogo que eu recomendo para quem curte jogos de corrida e especialmente recomendo muito pra quem ficou fã do primeiro Test Drive Unlimited. Dirigir dessa vez em Ibiza e também no Havaí, e agora anoitecendo e chovendo, vale a pena pra quem já curtiu o TDU1. Já pra quem se acha "fã de verdade, mais do que os outros" de jogos de corrida e que exige que tudo seja perfeito, ou para quem não tem tanta gana por jogos de corrida, TDU2 pode ser dispensável.


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