23 de junho de 2011

Portal 2: retorno formidável

Portal foi lançado em 2007 como jogo extra do pacote da Valve. The Orange Box continha Half-Life 2, suas expansões Episode One e Episode Two, Team Fortress 2 e o próprio Portal. Como Half-Life 2 e as suas expansões eram o principal, a duração de Portal é curta, mas suficiente pra se tornar um dos jogos mais memoráveis e inovadores dos últimos anos, garantindo diversos prêmios.

De cereja do bolo (the cake is a lie), Portal ganhou destaque próprio. Isso porque se trata de um jogo de quebra-cabeça em primeira pessoa, onde uma arma especial, capaz de abrir portais, é usasda para superar obstáculos e sair das câmaras de testes, passando para a fase seguinte. O jogador desafia as leis da física ao passo que a mecânica do jogo cria propriedades físicas próprias, como a conservação do momento linear entre portais.

Tamanho sucesso acarretou na tão esperada sequência, Portal 2, lançada em 19 de Abril, e agora não mais como jogo de bônus.


Disponível pra Windows, Mac, Playstation 3 e XBOX 360, Portal 2 herdou o grande desafio de superar o primeiro, que já tinha sido revolucionário. Pra isso, os idealizadores parece que buscaram intensificar duas coisas: a trama e novos equipamentos nos cenários.

A trama
A campanha individual é dividida em 10 capítulos e inicia com o misterioso retorno da Chell, nossa personagem-cobaia, às instalações da Aperture Science Laboratories. Chell acorda num quarto semelhante ao de um hotel, surge uma voz de robô e de repente tudo vai destruindo, o quarto está suspenso entre grandes paredões e estruturas metálicas, enquanto as paredes se desfazem como se estivéssemos no meio de uma demolição.

Ou seja, o jogo já começa te colocando uma pilha, daí percebes que estás de vota às câmaras de testes. A situação do lugar é a mesma após o fim do primeiro jogo, ou seja, tudo destruído. Alguns cenários do primeiro jogo são reutilizados, adicionando aspectos de abandono, como mato e paredes carcomidas.

Com a ajuda de Wheatley, um robô com uma personalidade de bobalhão meio atrapalhado e bem humorado, Chell tenta fugir das câmaras de testes da Aperture. Mas, em um dado momento, GLaDoS acidentalmente acorda do seu sono profundo provocado pela Chell na destruição total no final de Portal.

O jogo toma um ar frenético, Wheatley some e GLaDos volta a fazer a nossa Chell cumprir com os testes nas câmaras. O jogo tem também outras reviravoltas, Wheatley reaparece mas logo se revolta e GLaDoS é que passa a te ajudar. Que ironia do destino!

Já em outro momento, Chell parece passar por câmaras de testes da época dos primórdios da Aperture Science. Esses cenários facilmente farão o jogador que assistiu à série LOST lembrar das instalações da Iniciativa Dharma. Realmente é muito parecido e inevitável lembrar saudosamente dessa série de TV fantástica.

Portal 2 tentou e conseguiu ser tão bom quanto o primeiro. Adicionou novas funções e desafios mais bem elaborados. Afinal, depois de jogar o primeiro Portal era necessário montar cenários mais caprichados pra quebrar a cabeça do jogador que já pegou a manha dos portais no primeiro jogo. A trama também foi enriquecida e não é à toa que Portal 2 se tornou rapidamente um sucesso de vendas e principalmente de crítica, alcançando pontuações de excelência em absolutamente todos os sites especializados - o que é muito bom em se tratando de uma sequência de um jogo já tão aclamado.

encéfalo

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