15 de abril de 2011

Desativar gadget do Avast

O popular anti-vírus Avast, depois da sua ascenção e queda, conseguiu nos últimos anos reconquistar os usuários e atingir uma aceitação até melhor àquela dos tempos em que foi lançado. O principal fator que levou os usuários a voltarem a usar o Avast, no meu ver, foi a radical mudança na interface gráfica do programa que procurou tornar tudo bem mais simples e intuitivo para os mais ingênuos usuários de computador e internet. Deixando de lado qualquer qualificação do novo Avast quanto à sua eficácia em evitar/eliminar infecções, o Avast realmente ficou muito bom. Mas algo que me incomodou muito usando o Avast trata exatamente da interação do usuário, o aparente ponto forte do novo Avast. Eu quis desativar o gadget do Avast da barra lateral do Windows e quase desisti de tentar. Mas consegui e venho compartilhar.


Tudo o que precisa ser feito é seguir os passos de desinstalação do programa, ou seja:

- Ir no Painel de Controle

- Ir na categoria Programas e escolher Desinstalar um programa

- Clicar sobre o avast! Free Antivirus e em Desinstalar/Alterar

- Obviamente, não vais desinstalar, vais escolher a opção Alterar e clicar em Continuar

- Na janela seguinte, uma extensa lista de recursos aparece, é só procurar pelo item Gadget do avast! (que deve estar marcado) e desmarcá-lo (vai ficar com um x vermelho no lugar)

- Pronto.

Agora, a minha pergunta: pra que serve uma porcaria de gadget inútil que ocupa demasiadamente um espaço valioso da compacta barra lateral pra exibir o seu grande logo e informar a importante mensagem: "Seguro"?

Aliás, esse logo parece que tem a forma de um vírus, diga-se de passagem.

Outra: não seria mais fácil, simples e justo com o usuário poder desativar o gadget na própria barra lateral, como fazem todos os outros gadgets disponíveis?

Eu tentei fechar o gadget da primeira vez, mas depois de reiniciar, lá estava ele lá de volta. Depois fui em Desinstalar um gadget, cliquei com o botão direito sobre o gadget do avast e depois em Desinstalar. O Windows disse ter desinstalado, mas depois de reiniciar, quem ressurgiu na barra lateral? O gadget do avast! com sua logo enorme e sua imprescindível mensagem de status de que meu PC estava "Seguro".

Depois do trauma superado, as minhas sinapses:

Antigamente, o maior pecado dos programas de computador se dava pela falta de um bom nível de interação com o usuário, a tal da baixa usabilidade. Os estudos em Inteface Humano-Computador evoluíram e trouxeram melhor ergonomia e design gráfico, explorando melhor nosso senso cognitivo ao usar um programa de computador e aproximando a funcionalidade da interface, chave pra melhoria da interação.

Mas o problema maior da falta de usabilidade, que na minha opinião ainda é muito presente nos softwares e nas páginas da internet, é achar que a interação humano-computador se resolve deixando a aparência mais bonita. Os desenvolvedores só pensam na interface gráfica do ponto de vista do apelo visual e esquecem todo o resto. O gagdet do avast é exemplo claro disso.

Antes, o foco era o software, eram as funções do programa. Depois que veio a IHC, o objetivo passou a ser manter o foco no design, se o programa ficou "bonitinho de longe". E assim é o novo Avast, "bonitinho de longe".

Não pode haver polaridade de foco apenas na função 'ou, e somente ou,' (essa eu inventei agora rsrss) na interface gráfica. O foco é o usuário. O foco é se a função estará hábil, adequada e intuitiva no modo como é apresentada pela interface gráfica. Parece simples, mas não é. Aliás, é complicadíssimo.

Não basta ter bons programadores e bons designers, tem que ter um "quê" de psicanalista e saber como se dá o comportamento humano para adequá-lo às funções.

E quando um programa fica muito bem apurado no design e chama bastante atenção por conta disso, as funções mal modeladas ficam muito mais evidentes, criando frustrações tão grandes ou até maiores do que em programas com interface gráfica ruim e interação complicada.


encéfalo

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