Como chamas essas situações? Essas onde estás andando numa rua qualquer, num dia e num horário qualquer e sem motivo aparente estás pensando fixamente numa determinada pessoa. E é quando, como que num passe de mágica emanado por uma força cósmica de origem, razão e fins desconhecidos e talvez inimagináveis, essa pessoa que lhe domina o pensamento lhe cruza o caminho, bem na sua frente. Qual o nome que dás pra isso?
Foi como uma equação diferencial dessas que ultrapassam os limites de mais ou menos infinito, cuja incógnita X se descobre o valor esperado, encontrado graças a uma combinação de probabiliade rara nos valores dos inúmeros elementos que compõem o complexo emaranhado de coeficientes e variáveis que envolvem o cruzamento inesperado de agradável súbito entre duas pessoas, dentre dezenas de milhares que perambulam em centenas de ruas, tomadas pelo trânsito frenético de um centro urbano, coordenado pelo trio de cores intermitentes dos semáforos de cada esquina.
1º 27' 18" S
48º 28' 58" O
17 horas, 17 minutos
dia 24, mês Janeiro, ano 2011
Detalhe é que minutos antes, desviara o caminho que normalmente percorreria e me arrependera (até então) de mudar de rota, por ter encontrado muitos mais carros pra lidar no trânsito chato de Belém-PA.
Se demorasse um minuto a mais ou a menos pra sair de casa,
se não mudasse de faixa no trânsito aqui e ali,
se naquele outro momento eu não fosse tão agressivo e não pisasse um pouco mais no acelerador pra ficar à frente do carro que queria me tomar a dianteira,
ou se eu não fosse tão defensivo logo depois, ao não passar o sinal amarelo na outra esquina e arriscasse trancar o cruzamento,
se, no início de tudo, não arriscasse mudar de caminho e seguir num outro caminho que normalmente não seguia...
nada disso aconteceria
Arriscar é a palavra que me ecoa na cabeça desde então.
E ocasionalmente, estava ouvindo essa música, recém adicionada na minha biblioteca:
Ella Fitzgerald - Love You Madly

Foi como uma equação diferencial dessas que ultrapassam os limites de mais ou menos infinito, cuja incógnita X se descobre o valor esperado, encontrado graças a uma combinação de probabiliade rara nos valores dos inúmeros elementos que compõem o complexo emaranhado de coeficientes e variáveis que envolvem o cruzamento inesperado de agradável súbito entre duas pessoas, dentre dezenas de milhares que perambulam em centenas de ruas, tomadas pelo trânsito frenético de um centro urbano, coordenado pelo trio de cores intermitentes dos semáforos de cada esquina.
1º 27' 18" S
48º 28' 58" O
17 horas, 17 minutos
dia 24, mês Janeiro, ano 2011
Detalhe é que minutos antes, desviara o caminho que normalmente percorreria e me arrependera (até então) de mudar de rota, por ter encontrado muitos mais carros pra lidar no trânsito chato de Belém-PA.
Se demorasse um minuto a mais ou a menos pra sair de casa,
se não mudasse de faixa no trânsito aqui e ali,
se naquele outro momento eu não fosse tão agressivo e não pisasse um pouco mais no acelerador pra ficar à frente do carro que queria me tomar a dianteira,
ou se eu não fosse tão defensivo logo depois, ao não passar o sinal amarelo na outra esquina e arriscasse trancar o cruzamento,
se, no início de tudo, não arriscasse mudar de caminho e seguir num outro caminho que normalmente não seguia...
nada disso aconteceria
Arriscar é a palavra que me ecoa na cabeça desde então.
E ocasionalmente, estava ouvindo essa música, recém adicionada na minha biblioteca:
Good things come to those who wait,
So just relax and wait for fate.

1 sinapses:
É meu caro, amigo!
=)
É fácil perceber que o misterioso vírus da paixão o encontrou nesses cruzamentos inexplicáveis da vida!
Você esqueceu de transcrever o incompreensível descompasso ao qual se entregou o seu coração ao encontrar - como disse - a pessoa que tomava a sua mente!
Desejo-te boa sorte! e que tenhas a coragem suficiente para arriscar.
Grande abraço,
Wedley Godinho.
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