O que é, o que é?
Se vestem com as mesmas cores
Balançam bandeiras
Tomam ruas para comemorar vitórias
Geralmente num lugar de sempre
Causam muito barulho
Criam hinos, músicas e gritos de guerra
Fazem bagunça por onde passam
E deixam rastro de sujeira
Nunca reconhecem os adversários como melhores
São hostis a eles
E alguns podem ser violentos?
Se pensaste em "Torcidas organizadas" de futebol, errou. Digo, pode ser, mas nesse caso, eu me referia a militantes políticos em campanha eleitoral.
Aqui em Belém-PA (e eu acredito que no Brasil todo esteja assim), a campanha eleitoral é um chute nos colhões. É fim de semana e pensas que é dia de aproveitar a calmaria das ruas tranquilas já que todos estão "sentados na poltrona no dia de domingo". E dar uma volta de carro é sempre bom pra aproveitar o tempo relaxando no trânsito repleto de ninguém, quando ao longo da semana, está se estressando com o trânsito repleto de todos os idiotas do mundo.
Mas não! Em campanha eleitoral, todos os idiotas do mundo aproveitam o domingo pra enfeitarem-se, enfeitarem seus carros, suas crianças indefesas, hastearem suas bandeiras e estragarem a buzina dos seus carros estragando os ouvidos alheios. Domingo passado assim estava a Praça da República, que já não é calma nos domingos (cheia de feirantes e farofeiros pela manhã e de maconheiros, bebedores de cantina da serra, emos e tudo que de mais horripilante possa existir pela tarde). Mas além disso, a praça estava cheia de militantes políticos doentes.
Os caras esculhambam o trânsito e tudo mais que houver pela frente. Adoram o enfrentamento com a trupe adversária e eu acho que só não vão às vias de fato porque não são como os de torcida organizada, que possuem PhD em pancadaria. E pelo menos destes últimos já sabemos o que esperar.
E o que me fez vir aqui, neste troço primordialmente voltado à tecnologia, retratar pelo meu prisma a plena admiração que eu tenho por essas pessoas "politicamente engajadas", foi também um fato curioso que eu atestei no sábado, anterior a esse mesmo domingo, na Av. Doca de Vala Franco, digo, Av. Visconde de Souza Franco, a Doca.
Separada por um canal que serve de vala, a Doca tinha de cada lado, umafacção, horda, turma de militantes e demais pessoas que ganham uns trocados pra fazerem barulho, distribuirem panfletos e balançarem bandeiras nas esquinas. De um lado, todos vermelhinhos, de outro, todos amarelinhos. Égua, era um sonho dantesco. Passar de carro era uma luta, pois a rua estava completamente tomada. Pra quem estava a pé, tinha que desviar o tempo todo pra não levar bandeirada na cara. Sem falar no barulho dos mini trios elétricos entoando as musiquinhas ridículas de campanha com ritmo de tecnobrega. Dante teria calafrios, isso sim.
Engraçado é a Doca ser (eu acho) o metro quadrado mais caro de Belém. O cidadão paga pra morar no lugar mais caro da cidade numa rua com um canal fedorento na frente e conviver toda madrugada de fim de semana com os mesmos tipos que frequentam a praça da República pela tarde de domingo, com "playboys" que lotam os postos de gasolina e imediações, bebendo, levantando o som que ocupa todo o porta-malas do seu hatch pra um punhado de piriguetes "pagarem". E quando algum time de futebol ganha jogo ou título, para onde os torcedores vão comemorar? Ora, ora, pra Doca.
E assim como age a torcida organizada, age a militância política. Ou seja, já não basta conviver com o que de trivial já se tem na Doca, em época de eleição, quem mora lá tem de encarar o dia inteiro de malucos vestidos com camisas de campanha que parecem estar lobotomizados, ou parecem zumbis de Left 4 Dead. Sério, tá aí: parecem uma cambada de zumbis.
O vídeo a seguir foi "realmente" capturado nas ruas de Belém-PA, quando um militante político ousou gritar o nome do adversário no meio dagangue trupe política adversária:
E tudo isso pra quê? Pra me convencer de votar no Preguiçoso ou na Boneca Chuck. Realmente. Me convenceram. A não sair de casa em fins de semana enquanto não acabarem as eleições.
Domingo na praça?
Só se for pra brincar de GTA, Left 4 Dead ou afins.
Não consegui registrar as cenas dantescas, mas capturei similares:
Quando me deparo com cenas assim, dá vontade de gritar "Fire in the hole!" (velhos tempos de Counter-Strike!)

Se vestem com as mesmas cores
Balançam bandeiras
Tomam ruas para comemorar vitórias
Geralmente num lugar de sempre
Causam muito barulho
Criam hinos, músicas e gritos de guerra
Fazem bagunça por onde passam
E deixam rastro de sujeira
Nunca reconhecem os adversários como melhores
São hostis a eles
E alguns podem ser violentos?
Se pensaste em "Torcidas organizadas" de futebol, errou. Digo, pode ser, mas nesse caso, eu me referia a militantes políticos em campanha eleitoral.
Aqui em Belém-PA (e eu acredito que no Brasil todo esteja assim), a campanha eleitoral é um chute nos colhões. É fim de semana e pensas que é dia de aproveitar a calmaria das ruas tranquilas já que todos estão "sentados na poltrona no dia de domingo". E dar uma volta de carro é sempre bom pra aproveitar o tempo relaxando no trânsito repleto de ninguém, quando ao longo da semana, está se estressando com o trânsito repleto de todos os idiotas do mundo.
Mas não! Em campanha eleitoral, todos os idiotas do mundo aproveitam o domingo pra enfeitarem-se, enfeitarem seus carros, suas crianças indefesas, hastearem suas bandeiras e estragarem a buzina dos seus carros estragando os ouvidos alheios. Domingo passado assim estava a Praça da República, que já não é calma nos domingos (cheia de feirantes e farofeiros pela manhã e de maconheiros, bebedores de cantina da serra, emos e tudo que de mais horripilante possa existir pela tarde). Mas além disso, a praça estava cheia de militantes políticos doentes.
Os caras esculhambam o trânsito e tudo mais que houver pela frente. Adoram o enfrentamento com a trupe adversária e eu acho que só não vão às vias de fato porque não são como os de torcida organizada, que possuem PhD em pancadaria. E pelo menos destes últimos já sabemos o que esperar.
E o que me fez vir aqui, neste troço primordialmente voltado à tecnologia, retratar pelo meu prisma a plena admiração que eu tenho por essas pessoas "politicamente engajadas", foi também um fato curioso que eu atestei no sábado, anterior a esse mesmo domingo, na Av. Doca de Vala Franco, digo, Av. Visconde de Souza Franco, a Doca.
Separada por um canal que serve de vala, a Doca tinha de cada lado, uma
Engraçado é a Doca ser (eu acho) o metro quadrado mais caro de Belém. O cidadão paga pra morar no lugar mais caro da cidade numa rua com um canal fedorento na frente e conviver toda madrugada de fim de semana com os mesmos tipos que frequentam a praça da República pela tarde de domingo, com "playboys" que lotam os postos de gasolina e imediações, bebendo, levantando o som que ocupa todo o porta-malas do seu hatch pra um punhado de piriguetes "pagarem". E quando algum time de futebol ganha jogo ou título, para onde os torcedores vão comemorar? Ora, ora, pra Doca.
E assim como age a torcida organizada, age a militância política. Ou seja, já não basta conviver com o que de trivial já se tem na Doca, em época de eleição, quem mora lá tem de encarar o dia inteiro de malucos vestidos com camisas de campanha que parecem estar lobotomizados, ou parecem zumbis de Left 4 Dead. Sério, tá aí: parecem uma cambada de zumbis.
O vídeo a seguir foi "realmente" capturado nas ruas de Belém-PA, quando um militante político ousou gritar o nome do adversário no meio da
Vídeo de um maluco sendo devorado em Left 4 Dead (legendado pelo NerdMaldito)
E tudo isso pra quê? Pra me convencer de votar no Preguiçoso ou na Boneca Chuck. Realmente. Me convenceram. A não sair de casa em fins de semana enquanto não acabarem as eleições.
Domingo na praça?
Só se for pra brincar de GTA, Left 4 Dead ou afins.
Não consegui registrar as cenas dantescas, mas capturei similares:
Quando me deparo com cenas assim, dá vontade de gritar "Fire in the hole!" (velhos tempos de Counter-Strike!)



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