Finalmente, agora decidi sentar pra terminar as minhas impressões sobre Máfia 2. Já falei do enredo, gráficos e jogabilidade e agora chegou a vez de falar de mais dois elementos que extremo agrado geraram em mim durante a saga da Vito Scaletta: a trilha sonora e os itens colecionáveis de Máfia 2.
Da trilha sonora
As 3 rádios com suas 122 músicas foram o que mais me agradaram nesse jogo. Mesmo não sendo geralmente um elemento que ganhe destaque na maioria dos jogos, como acontece com os gráficos, enredo e jogabilidade, as músicas em Máfia 2 foram muito bem selecionadas e se inserem no jogo como mais um elemento de imersão no cenário da trama. Essa característica me fez lembrar GTA San Andreas que resgatou sucessos de artistas que se destacaram na música americana (especialmente de Los Angeles) do fim dos anos 1980 e início dos anos 1990, quando se passa a história de Carl Johnson e sua gangue nas ruas de L.A. A exemplo, Rage Against The Machine, Guns & Roses, Snoop Dogg, Dr. Dre e Ice Cube (na época, parceiros no N.W.A.) e tantos outros.
Aliadas à mudança de estação, carros e roupas dos personagens, as músicas fazem a história fluir mais naturalmente e sem ficar enfadonha, como ocorre em jogos de média e longa duração. Esse dinamismo é proporcionado, como já citei, especialmente pela quebra desses elementos durante a passagem da década de 1940 para a década de 1950. No meio do jogo, quando dirigir carros, ouvir as músicas, andar pela cidade e trocar de roupa começou a se tornar repetitivo, tudo muda e vira novo de novo, parece que se está no início do jogo. Renasce a vontade de dar voltas de carro pela cidade e de trocar de estações de rádio, ouvindo as músicas (e estilos) novas. Quando se chega no meio, parece que ainda está no início, e quando chega o final, parece que ainda tá no meio e que a história dos 15 capítulos foi curta.
Para exemplificar as mudanças nas músicas, no primeiro período se ouve "Gangster's Blues", "I Haven't Time to be a Millionaire", "Let it Snow, Let it Snow, Let it Snow" (característico do inverno em que essa fase do jogo se dá), "Boogie Woogie Bugle Boy" e "Baby It's Cold Outside". Os gêneros musicais em destaque são vertentes do blues, jazz, boogie-woogie, num ritmo lento e sem percussão.
Já no segundo período, ouvimos "I Put a Spell on You", "Money (That’s What I Want)" e "Summertime Blues", sucessos mais conhecidos hoje em dia pelas versões de anos depois do Creedence Clearwater Revival, The Beatles e The Who, respectivamente, além dos Everly Brothers, com "All I Have to Do Is Dream", "No Particular Place to Go" da lenda Chuck Berry e de um dos marcos do rock, "Rock Around the Clock" do Bill Haley & His Comets. Como dá pra perceber, na década de 1950 o blues e o jazz deram lugar ao rockabilly e ao rock propriamente, agora com a presença marcante da percussão ditando ritmo mais agitado às músicas.
Pra quem curte muito um bom e velho som, o pessoal da 2K Games fez uma seleção muito bem refinada desses períodos áureos e de rica transformação da música americana. Vale a pena jogar só pra curtir a trilha dando uma volta num cadillac monobloco, com aquela brilhantina no topete, jaqueta de couro e jeans surrado. (sic)
Este é outro elemento de extrema importância no jogo. Em Máfia 2, não é nenhum exagero falar que há os melhores itens colecionáveis da história dos jogos eletrônicos, mas vou deixá-los por último. Primeiro, à medida que se percorre as missões do jogo, Artworks são liberadas e ficam ficam disponíveis no menu do jogo. Existem 3 tipos de Artworks: Paintings, Posters e Pin-Ups. Entretanto, a Pin-Up só é liberada caso a missão seja cumprida no modo difícil. Não sou besta nem nada, então nem tentei jogar no modo fácil ou médio, fui logo pro difícil.
As Paintings (ou Pinturas), num total de 8, são quadros de pintura que ilustram o momento daquela missão:
Já os Posters são 10 e têm um estilo como se fosse um cartaz de um filme:
As ousadas e sapecas Pin-Ups são os únicos Artworks que são destravados em todas fases, a excessão da primeira. Portanto, há 14 Pin-Ups "desastradas":
Agora sim, os colecionáveis. Ah.. os colecionáveis. Bom, primeiramente são dois tipos de itens colecionáveis. Um, trivial e outro, espetacular.
Percorrendo a cidade, é possível encontrar pregados nas paredes cartazes de "Procura-se". São nada menos que 159 malfeitores quaisquer, à solta pelas ruas de Empire Bay e com aparências das mais variadas, procurados pelos crimes mais comuns na época (e hoje em dia também). Cada cartaz encontrado fica depois acessível pelo menu de Colecionáveis do jogo.
E, finalmente, o melhor do jogo pra quem é homem. Ao longo das missões, podem ser encontradas revistas "Playboy" jogadas no cenário. A revista foi fundada em 1953, então, nada mais próprio da época. Às vezes elas estão meio escondidas e é necessário procurar ou no mínimo não percorrer o caminho normal (ex.: entrar numa outra sala que não tem nada a ver com a missão, ou descer as escadas quando se deve subir para cumprir a missão). Mas também têm vezes que elas estão bem na cara, jogadas no caminho ou em cima de uma mesa.
Cada revista encontrada é uma foto de uma coelhinha para coleção. São 50 (isso mesmo, CINQUENTA) coelhinhas que devem ter a idade da sua bisavó e que só podem ser encontradas naquela missão em específico. E pior, não estão na ordem nem estão distribuídas igualitariamente nos capítulos. Por exemplo, no capítulo 3, se pode achar as coelhinhas 18 e 40, enquanto que no capítulo 4, a coelhinha 10. No capítulo tal, há 4 revistas pra se achar, e no outro capítulo, apenas 3. Ou seja, nunca se sabe se, ao passar para o capítulo seguinte, alguma delas ficou para trás. E se deixar passar, tem que jogar de novo! Mesmo que se volte ao cenário onde a revista deveria estar, se for no capítulo diferente, ela não estará lá! E isso torna o jogo uma verdadeira caça às coelhinhas.
As 50 coelhinhas da Playboy são mais que suficientes pra fazer qualquertarado gamemaníaco jogar Máfia 2. Mas os itens colecionáveis são apenas um dos diversos atrativos e novidades do jogo que tentei passar aqui, expressando as minhas impressões durante os dias que joguei Máfia 2. E resumindo, recomendo fortemente. Foi um jogo que me prendeu, demorei mais tempo pra terminar esse conjunto de postagens sobre o jogo do que jogá-lo propriamente. Máfia 2 me fez querer jogar sem parar, não apenas pelas coelhinhas, mas pelo tanto de coisas bacanas, como os gráficos de qualidade muito boa e desempenho impressionante (60 FPS quase o jogo todo! para o meu PC que já não é de última), o enrendo da própria máfia que sempre é bacana pra quem curte, os carros e principalmente as músicas, que me me fizeram muitas vezes só ficar no carro, dando voltas e curtindo aquele sonzinho muito bom daquela época sensacional para a música e para o cinema.
Aliás, Máfia 2 é jogo de cinema!
p.s.: putz, ainda faltou falar de muita coisa importante, como a jogabilidade das lutas, bacana de aprender mas ruim por não poder "fugir da briga" facilmente quando a polícia chega (falei disso? acho que não...) Faltou também citar que diferentemente de Máfia 1, agora se pode passar o sinal vermelho que a polícia não tá nem aí, a menos que você esteja acima da velocidade permitida, o que prejudica o realismo e aproxima o jogo do GTAismo de sair como louco por aí detonando tudo. Acho que também faltou falar do fato do personagem ser dado como procurado pela polícia, mesmo que esteja sem "estrelinhas" de procurado, que aí se você passar por um policial a pé, ele vai ter reconhecer e vai te prender, a polícia vai se alertar e te perseguir e tal. O mesmo acontece com as placas de carro, pois se fizer arruaça de carro e a polícia te perseguir, mesmo que se fuja e que se livre das "estrelinhas" de procurado, a placa do carro vai te entregar se esbarrares com a polícia. Acho que também não falei do pecado de não ter um modo multiplayer, um "must-have" de todo e qualquer jogo atual que se preze. Vixe.. é muito detalhe..

Da trilha sonora
As 3 rádios com suas 122 músicas foram o que mais me agradaram nesse jogo. Mesmo não sendo geralmente um elemento que ganhe destaque na maioria dos jogos, como acontece com os gráficos, enredo e jogabilidade, as músicas em Máfia 2 foram muito bem selecionadas e se inserem no jogo como mais um elemento de imersão no cenário da trama. Essa característica me fez lembrar GTA San Andreas que resgatou sucessos de artistas que se destacaram na música americana (especialmente de Los Angeles) do fim dos anos 1980 e início dos anos 1990, quando se passa a história de Carl Johnson e sua gangue nas ruas de L.A. A exemplo, Rage Against The Machine, Guns & Roses, Snoop Dogg, Dr. Dre e Ice Cube (na época, parceiros no N.W.A.) e tantos outros.
Aliadas à mudança de estação, carros e roupas dos personagens, as músicas fazem a história fluir mais naturalmente e sem ficar enfadonha, como ocorre em jogos de média e longa duração. Esse dinamismo é proporcionado, como já citei, especialmente pela quebra desses elementos durante a passagem da década de 1940 para a década de 1950. No meio do jogo, quando dirigir carros, ouvir as músicas, andar pela cidade e trocar de roupa começou a se tornar repetitivo, tudo muda e vira novo de novo, parece que se está no início do jogo. Renasce a vontade de dar voltas de carro pela cidade e de trocar de estações de rádio, ouvindo as músicas (e estilos) novas. Quando se chega no meio, parece que ainda está no início, e quando chega o final, parece que ainda tá no meio e que a história dos 15 capítulos foi curta.
Para exemplificar as mudanças nas músicas, no primeiro período se ouve "Gangster's Blues", "I Haven't Time to be a Millionaire", "Let it Snow, Let it Snow, Let it Snow" (característico do inverno em que essa fase do jogo se dá), "Boogie Woogie Bugle Boy" e "Baby It's Cold Outside". Os gêneros musicais em destaque são vertentes do blues, jazz, boogie-woogie, num ritmo lento e sem percussão.
Já no segundo período, ouvimos "I Put a Spell on You", "Money (That’s What I Want)" e "Summertime Blues", sucessos mais conhecidos hoje em dia pelas versões de anos depois do Creedence Clearwater Revival, The Beatles e The Who, respectivamente, além dos Everly Brothers, com "All I Have to Do Is Dream", "No Particular Place to Go" da lenda Chuck Berry e de um dos marcos do rock, "Rock Around the Clock" do Bill Haley & His Comets. Como dá pra perceber, na década de 1950 o blues e o jazz deram lugar ao rockabilly e ao rock propriamente, agora com a presença marcante da percussão ditando ritmo mais agitado às músicas.
Pra quem curte muito um bom e velho som, o pessoal da 2K Games fez uma seleção muito bem refinada desses períodos áureos e de rica transformação da música americana. Vale a pena jogar só pra curtir a trilha dando uma volta num cadillac monobloco, com aquela brilhantina no topete, jaqueta de couro e jeans surrado. (sic)
Dos itens colecionáveis
Este é outro elemento de extrema importância no jogo. Em Máfia 2, não é nenhum exagero falar que há os melhores itens colecionáveis da história dos jogos eletrônicos, mas vou deixá-los por último. Primeiro, à medida que se percorre as missões do jogo, Artworks são liberadas e ficam ficam disponíveis no menu do jogo. Existem 3 tipos de Artworks: Paintings, Posters e Pin-Ups. Entretanto, a Pin-Up só é liberada caso a missão seja cumprida no modo difícil. Não sou besta nem nada, então nem tentei jogar no modo fácil ou médio, fui logo pro difícil.
As Paintings (ou Pinturas), num total de 8, são quadros de pintura que ilustram o momento daquela missão:
Essa é a Pintura 1, do capítulo 3.
Já os Posters são 10 e têm um estilo como se fosse um cartaz de um filme:
Poster 3, do capítulo 4.
As ousadas e sapecas Pin-Ups são os únicos Artworks que são destravados em todas fases, a excessão da primeira. Portanto, há 14 Pin-Ups "desastradas":
Pin-Up 2, do capítulo 3.
Agora sim, os colecionáveis. Ah.. os colecionáveis. Bom, primeiramente são dois tipos de itens colecionáveis. Um, trivial e outro, espetacular.
Percorrendo a cidade, é possível encontrar pregados nas paredes cartazes de "Procura-se". São nada menos que 159 malfeitores quaisquer, à solta pelas ruas de Empire Bay e com aparências das mais variadas, procurados pelos crimes mais comuns na época (e hoje em dia também). Cada cartaz encontrado fica depois acessível pelo menu de Colecionáveis do jogo.
Único cartaz de "Procura-se" que encontrei involuntariamente. Acreditas?
E, finalmente, o melhor do jogo pra quem é homem. Ao longo das missões, podem ser encontradas revistas "Playboy" jogadas no cenário. A revista foi fundada em 1953, então, nada mais próprio da época. Às vezes elas estão meio escondidas e é necessário procurar ou no mínimo não percorrer o caminho normal (ex.: entrar numa outra sala que não tem nada a ver com a missão, ou descer as escadas quando se deve subir para cumprir a missão). Mas também têm vezes que elas estão bem na cara, jogadas no caminho ou em cima de uma mesa.
Cada revista encontrada é uma foto de uma coelhinha para coleção. São 50 (isso mesmo, CINQUENTA) coelhinhas que devem ter a idade da sua bisavó e que só podem ser encontradas naquela missão em específico. E pior, não estão na ordem nem estão distribuídas igualitariamente nos capítulos. Por exemplo, no capítulo 3, se pode achar as coelhinhas 18 e 40, enquanto que no capítulo 4, a coelhinha 10. No capítulo tal, há 4 revistas pra se achar, e no outro capítulo, apenas 3. Ou seja, nunca se sabe se, ao passar para o capítulo seguinte, alguma delas ficou para trás. E se deixar passar, tem que jogar de novo! Mesmo que se volte ao cenário onde a revista deveria estar, se for no capítulo diferente, ela não estará lá! E isso torna o jogo uma verdadeira caça às coelhinhas.
Coelhina 18, do capítulo 3. Uma das mais comportadas e passíveis de vir ao blog.
As 50 coelhinhas da Playboy são mais que suficientes pra fazer qualquer
Aliás, Máfia 2 é jogo de cinema!
p.s.: putz, ainda faltou falar de muita coisa importante, como a jogabilidade das lutas, bacana de aprender mas ruim por não poder "fugir da briga" facilmente quando a polícia chega (falei disso? acho que não...) Faltou também citar que diferentemente de Máfia 1, agora se pode passar o sinal vermelho que a polícia não tá nem aí, a menos que você esteja acima da velocidade permitida, o que prejudica o realismo e aproxima o jogo do GTAismo de sair como louco por aí detonando tudo. Acho que também faltou falar do fato do personagem ser dado como procurado pela polícia, mesmo que esteja sem "estrelinhas" de procurado, que aí se você passar por um policial a pé, ele vai ter reconhecer e vai te prender, a polícia vai se alertar e te perseguir e tal. O mesmo acontece com as placas de carro, pois se fizer arruaça de carro e a polícia te perseguir, mesmo que se fuja e que se livre das "estrelinhas" de procurado, a placa do carro vai te entregar se esbarrares com a polícia. Acho que também não falei do pecado de não ter um modo multiplayer, um "must-have" de todo e qualquer jogo atual que se preze. Vixe.. é muito detalhe..







1 sinapses:
Sem comentários, esse jogo, por mais que seja um pouco antigo, é um dos melhores que eu já joguei. Eu não me contive, virei uma, duas, três vezes e sempre me surpreendia com objetos, cenários, itens não vistos por mim antes... Acho que sou, de certo modo, apaixonado por jogos com enredo como o do Mafia II, L.A Noire. São estilos que, de certa forma, representam o mundo naquela época. Parabéns, belíssima postagem.
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