20 de janeiro de 2012

Luiza voltou do Canadá. E eu também.

Não voltei do Canadá, nunca estive. Voltei a este blog. O motivo, simples. Eu já estava querendo voltar faz um bom tempo, mas talvez pela falta de praticar ócio criativo como outrora, fiquei esse tempo todo sem conseguir arrumar um bom assunto pra trazer-me de volta à tona. Há cinco minutos, elocubrando a vida (e toda essa história de Luiza que está no Canadá) enquanto me preparava pra ir ter com o meu travesseiro, cheguei à conclusão que não há qualquer necessidade de ter algo interessante, relevante ou digno pra criar conteúdo, nem mesmo pra fazê-lo viral. Então escrevo qualquer coisa, se quiser ler, adiante.

A verdade é essa mesma. Passei os últimos meses pensando "vou voltar a postar, vou escrever sobre isso, ou sobre aquilo", o tempo passa e penso "nem era tão interessante assim, e agora, o que vou postar?" E de repente, a Luiza, que estava no Canadá, causou, graças a uma campanha publicitária brega, comum e mau feita, um meme (moda de internet que vem na mesma velocidade que vai) que estampou jornais, virou notícia em telejornal dito sério e encheu a grade das emissoras mais importantes. Isso sem falar nas piadas na timeline do twitter e facebook, óbvio.

Pra quem esqueceu, quer aturar lembrar, ou nunca soube de onde surgiu esse meme, o vídeo onde tudo começou é esse:


Por ser uma informação (quase) totalmente desnecessária, o comentário "Luiza, que está no Canadá" caiu nas graças dos internautas.

Esse vídeo, que se tornou um viral dignamente espontâneo, me fez lembrar o vídeo dos pôneis malditos, que critiquei aqui, porque achei se tratar de um viral forçado. E olha que a Luiza foi um viral que deu certo mesmo, pois vários apartamentos já foram vendidos em menos de uma semana depois desse fenômeno surgir.

Ora veja a Luiza e seu pai, que sempre esteve na Paraíba, tirando foto na Globo com o apresentador do Jornal.

Mas o motivo de voltar a postar e decidir falar disso não foi exatamente a Luiza, que voltou do Canadá, nem seu pai, que sempre esteve na Paraíba, nem a Globo que encheu sua grade com isso. O que me chamou mesmo a atenção e me fez estalar a ideia de escrever aqui foi a crítica do Carlos Nasicimento, na abertura do Jornal do SBT, com a qual concordo plenamente:

"Luiza já voltou do Canadá. E nós já fomos mais inteligentes"

Agora te prepara Carlos Nascimento. Esse é só o começo de 2012, o último ano antes do fim do mundo. Um prato cheio para, como esse, surgirem outros memes de niilismo barato.

E assim cheguei à própria conclusão de que não preciso caçar assunto. Qualquer coisa que me gaste 5 minutos pode preencher este espaço. Posso até de repente criar um viral, sem querer, já pensou? Só não espero ser esculachado pelo Carlos Nascimento no Jornal do SBT.

p.s. O assunto é tão irrelevante que pela falta de como classificar, tive que criar um novo marcador, "inclassificáveis". Nele vou escrever as besteiras da internet.

encéfalo

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13 de setembro de 2011

Dia do Programador

Acordei hoje e quando liguei o computador logo vi que 13 de Setembro é o Dia do Programador. Se me perguntarem por que hoje é dia do programador, eis a resposta:

via Vida de Programador

Hoje é dia de usar só minhas camisetas nerd. 

Porque só existem 10 tipos de pessoas no mundo: as que entendem código binário e as que não entendem. 

Ou porque there's no place like 127.0.0.1 

Ou porque I will not fix your computer (rtfm)


encéfalo

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13 de agosto de 2011

Vou economizar pra comprar uma Lamborghini

No dia em que eu tiver que economizar pra comprar uma Lamborghini, espero ter que fazê-lo igual ao Bill Gates, fundador da Microsoft. Dá um olho:


LOL


via samurailol.org

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3 de agosto de 2011

Pôneis malditos: como ser antiético e forçar um viral

Desde que o mundo é mundo e a internet é a internet, surgem modinhas que na velocidade de um relâmpago se espalham na grande rede e caem na boca do povo. E num piscar de olhos todos comentam a respeito. Nas disciplinas de Marketing das faculdades dão o nome a isso de viral. O mais novo viral da internet é a propaganda da Nissan e os tais Pôneis Malditos. Eu devo ter visto pela primeira vez essa propaganda na última sexta-feira e até ontem, terça-feira, pelos menos umas dez pessoas já me perguntaram "já viste o vídeo dos pôneis malditos?". Por um lado, eu acho bacana quando surge um viral, porque geralmente são interessantes ou engraçados. Mas, em relação a este da Nissan, achei um belo de um velho golpe de antiética da internet para forçar a criação de um viral, usando do subterfúgio que há mais de dez anos infesta nossas caixas de e-mail de porcarias: as ameaças nos finais de e-mails corrente.

Penso o seguinte: se é um viral que deseja criar, então seja criativo, muito criativo. Inove. Surpreenda. Mas sobretudo faça com que seja natural. Tenha em mente que o viral será sucesso ou fracasso dependendo primordialmente da recepção dos usuários. Às vezes, pode ser a coisa mais podre do mundo e fará sucesso. Assim como pode ser algo genial, e não causar qualquer alvoroço. É quase uma loteria. Jamais force a barra. E muito menos, mas muito menos seja antiético. Não sou professor de marketing mas essa é a minha opinião sobre a criação de virais.

E a propósito: alguém lembra que essa propaganda se trata do anúncio da nova Nissan Frontier, com 172 cavalos de potência? Bom, acho que 8 em cada 10 pessoas não ligam o viral ao produto, pelo menos ninguém que me assalte pra perguntar do vídeo cita a Nissan, muito menos a Frontier. Ou seja, não, não sou professor de marketing, mas esse viral é um fracasso mesmo sendo um sucesso. Os números das vendas da nova Nissan Frontier vão dizer por mim.

Todo e qualquer usuário de e-mail que se preze já recebeu infinitas vezes aquelas correntes idiotas de e-mails sem utilidade alguma. Dicas de segurança, dicas de saúde, novas modalidades de assalto, proposta de sabotagem pelo preço dos combustíveis, crianças desaparecidas, mensagens de amor, mensagens de Deus, o texto da Samara, enfim. E essas mensagens todas só lhe foram enviadas porque no final havia algo do tipo "envie para o máximo de pessoas" ou "se você não enviar para pelo menos 10 pessoas, você vai morrer!". Claro que ninguém acredita que irá morrer, mas pelo sim, pelo não, espalham a merda da corrente. Nas aulas de computação, dão o nome a isso de:

Engenharia Social
Porque não há patch para a estupidez humana.


Aliás, quando recebo um e-mail desses "informativos", a primeira coisa que faço é ir ao final da mensagem e ver se tem qualquer menção a "envie para todas as pessoas possíveis e imagináveis". Se houver qualquer referência do tipo, pode ser a informação mais útil do mundo, a mensagem mais edificante da face da Terra, eu nem leio e deleto.

E nem precisava ameaçar com a maldição, a música gruda como chiclete de qualquer jeito. E eu prefiro que o meu carro atole.



Isso é ridículo. Não, não é engraçado.

encéfalo

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